Tele.Síntese – Com esse sistema, o objetivo final é instituir o prontuário eletrônico?
Gadelha – A grande meta que queremos alcançar nesse processo é o registro eletrônico de saúde, ou o prontuário eletrônico do cidadão – os médicos fazem uma diferença entre os dois, o prontuário é mais detalhado, mas para o leigo não faz diferença. O que é importante é que as informações de cada cidadão estejam registradas no portal da saúde, para acesso desse cidadão. Cada um de nós no Brasil terá um espaço, no qual estarão registrados nossos dados pessoais de identificação mas também tipo sanguíneo, os exames feitos ao longo da vida, os diagnósticos de doenças, enfim, um registro da vida de saúde do cidadão. Para isso, é preciso dar um caráter de confidencialidade grande. Por isso, tem que ser um site em que o cidadão pode acessar sua informação e só ele pode fazer isso, por meio de senhas, como em uma conta bancária. Ele terá que autorizar quem poderá acessar essas informações. Algumas serão abertas, como o nome da pessoa, idade, nome da mãe, o município em que reside, além de informações pontuais como alergia, mas doenças que não são de notificação compulsória não serão abertas. Se o cidadão tem uma doença, um câncer, e não quer tornar público, tem todo o direito de manter isso preservado. Isso tudo está ligado a questão da ética, mas o objetivo é que cada cidadão possa ser atendido em qualquer unidade básica de saúde do país. Ao se apresentar numa unidade, ele se identifica, o atendente terá as informações de identificação e, a partir daí será atendido pelo médico, que terá acesso a outras informações do registro eletrônico de saúde básico daquele cidadão. Depois desse atendimento básico, pode ter agendada uma consulta especializada.