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Jan 17
2011
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Do Problema ao Diagnóstico – Apoiando o raciocínio clínico.Postado por: Leonardo Alves em Prontuário eletrônico online as Jan 17, 2011 Tags em: Sem tags sss
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Partindo do princípio de que devemos usar o computador para reduzir o trabalho do médico, um prontuário eletrônico deve estar alinhado com as tarefas desse profissional e com o intuito de reduzi-las.
As quatro etapas do diagnóstico: A parte mais prazerosa do trabalho médico.
O problema costuma ser a queixa do paciente ou o motivo da consulta. Assim, a partir deste problema, o médico inicia sua tarefa de chegar ao diagnóstico, pois um problema pode estar relacionado a vários diagnósticos. E é aí que se encontra todo o trabalho diagnóstico do médico.
1 – Anamnese: sintomas que estão associados ao problema apresentado.
2 – Exame físico: possíveis alterações do exame físico relacionadas ao problema apresentado.
3 – Exames complementares: possíveis exames que poderão ou não ser solicitados para melhor esclarecimento do problema, até a chegada ao diagnóstico.
4 – Hipóteses diagnósticas: são os mais prováveis diagnósticos (doenças) que estão relacionadas àquele problema inicial.
Todo médico faz esta rotina de raciocínio diariamente e intuitivamente. E quanto mais experiente o profissional for, com maior habilidade ele transcorre esta tarefa. Profissionais mais jovens devem buscar em livros e no estudo contínuo uma forma de melhorar a abordagem dos problemas que se apresentam no consultório. Já nesta etapa, o prontuário eletrônico pode ajudar: apresentando os principais sintomas, sinais, possíveis exames complentares e possíveis diagnósticos relacionados àquele problema.
Anotar no prontuário: um desprazer, mas uma obrigação. Preencha adequadamente.
Todo prontuário médico deve ser muitíssimo bem preenchido, é lei. Só que nenhum médico gosta disso. É uma obrigação, uma necessidade jurídica... “são os ossos do ofício”. Apesar da sua importância fundamental, nenhum médico tem prazer em preenchê-lo, e muitos reservam muito pouco tempo para o seu preenchimento adequado e completo; e muitos dos problemas legais enfrentados pelo médico estão relacionados ao mau preenchimento do prontuário.
Apoio na elaboração do relatório de consulta – fator decisivo.
Aqui, na fase de preenchimento do prontuário, da tarefa de escrever no papel ou digitar no computador é que se encontra um dos grandes diferenciais entre os prontuários eletrônicos. A maioria dos prontuários eletrônicos deixa um campo livre para digitar e os médicos relutam em usá-los:
A grande maioria dos médicos entende que é muito mais fácil e rápido usar o prontuário no papel do que usar um sistema de prontuário eletrônico. E os adeptos do prontuário ao papel têm até razão, senão vejamos:
É muito comum ouvir médicos dizerem: “Melhor escrever a consulta ao invés de digitá-las, pois posso abreviar e escrever do meu jeito; eu não fiz curso de datilografia e minha habilidade com teclado de computador é mínima. Digitar é uma tarefa nova para mim, muda minha rotina e não auxilia no meu dia-a-dia.”
Um prontuário médico eletrônico precisa apoiar a digitação do profissional e, além disso, emitir relatórios automatizados que reduzam o tempo de digitação e a tarefa de “digitar” e de “escrever”. Além do raciocínio clínico, do preenchimento automatizado da consulta, existem outras tarefas nas quais o prontuário eletrônico pode trazer auxílio, como digitação de resultados de exames (a pior tarefa do consultório médico, da prática médica).
Leonardo Alves, CRM-MG: 33.669, Médico Cardiologista e Ecocardiografista. Estudioso de informática médica e tecnologia da informação. Idealizador do sistema MeuProntuario.net, um prontuário médico online, com a concepção de um prontuário para cada paciente. Um prontuário médico integrado à Saúde 2.0. Acompanhe-nos no Twitter, no Facebook, no LinkedIN, Orkut e outras redes. Assine nosso Feed!



