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Nov 28
2010

Interoperabilidade de um Prontuário Eletrônico

Postado por: Leonardo Alves em Prontuário eletrônico online

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A interoperabilidade pode ser definida como a habilidade de um software de utilizar informações de outro software de modo natural, mesmo que não “falem a mesma lingua” – mesmo que tenham sido concebidos em linguagens de programação diferentes. E esta interoperabilidade em Prontuários Médicos eletrônicos está muito atrasada. Muitos sistemas de prontuários eletrônicos foram criados e projetados para ser locais (armazenados no computador do médico ou do hospital – fisicamente isolados), insular (aliás, diversas ilhas de dados), sem comunicação com outros sistemas o que bloqueia a troca de informações em saúde e, com isso, reduz os benefícios que a internet proporciona.


 

A interoperabilidade é integrada de conectividade. Interoperabilidade permite que os dados e as informações geradas por um sistema de informação em saúde (prontuário eletrônico, sistemas de laboratórios e outros) possam ser acessados, utilizados e re-utilizados por outros sistemas e ate mesmo entre si, mesmo que sejam baseado em uma tecnologia ou programação diferente.

 

 

XML_ImagemA interoperabilidade tornou-se uma questão muito importante para os desenvolvedores de tecnologia da informação da saúde. Provavelmente é a maior preocupação de todos os governos nacionais que buscam a implementação de uma rede nacional de informação de saúde. Um sistema de prontuário eletrônico deve ser concebido já com esta visão. A interoperabilidade abrange toda a saúde do paciente, todo conhecimento clínico e fluxo de trabalho e questões técnicas como a arquitetura, de mensagens, interfaces do conhecimento e representação de dados e segurança (privacidade, confidencialidade e dados identificadores de cada organização...). Normas destinadas a apoiar a interoperabilidade e documentos de política nacional devem ser criadas e discutidas para apoiar esta integração. Um dos padrões mais conhecidos é o DICOM para imagens médicas e o HL7. O XML é outro grande ator neste processo. Mas como um sistema pode comunicar-se com outro? como evitar a confusão entre linguagens de programação - Babel da informática, e entregar aos pacientes e médicos benefícios reais?

 

Leonardo Alves

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